O que é o seu maior tesouro?

Se alguém perguntasse hoje qual é o seu maior tesouro, o que você responderia?

Talvez você pensasse na família, nos amigos, nos estudos, no trabalho, nos sonhos para o futuro ou até naquele projeto que ocupa seus pensamentos todos os dias. Afinal, aquilo que mais valorizamos acaba determinando onde investimos nosso tempo, nossa energia e o nosso coração. É exatamente sobre isso que Jesus fala no Evangelho do 17º Domingo do Tempo Comum.

Ele conta a história de um homem que encontra um tesouro escondido e de um comerciante que descobre uma pérola de valor incomparável. Os dois tomam a mesma decisão: vendem tudo para adquirir aquilo que encontraram. Existe um detalhe que faz toda a diferença: eles fazem isso com alegria.

Jesus não apresenta o Reino de Deus como uma obrigação pesada ou uma lista de proibições. Pelo contrário. Encontrar Cristo é descobrir algo tão valioso que todas as outras coisas passam a ocupar o lugar certo.

Vivemos em uma sociedade que nos convence de que a felicidade está em ter sempre mais: mais seguidores, mais dinheiro, mais reconhecimento, mais sucesso. Mas basta olhar ao nosso redor para perceber que muitas pessoas possuem tudo isso e continuam sentindo um enorme vazio.

Na primeira leitura, Salomão recebe de Deus a oportunidade de pedir qualquer coisa. Poderia escolher riqueza, poder ou fama. Em vez disso, pede um coração sábio. Ele compreendeu que a maior riqueza não está naquilo que possuímos, mas na capacidade de fazer escolhas que conduzem à verdadeira felicidade.

Essa também é a grande pergunta deste domingo: quais escolhas estou fazendo? Elas me aproximam ou me afastam do verdadeiro tesouro?

São Paulo reforça essa confiança ao afirmar que Deus conduz todas as coisas para o bem daqueles que o amam. Mesmo quando a vida não acontece como planejamos, o Senhor continua escrevendo uma história de salvação.

Talvez você esteja buscando felicidade em lugares que nunca conseguirão preencher completamente o seu coração. Sucesso, bens materiais, conquistas e reconhecimento têm seu valor, mas nenhum deles consegue ocupar o lugar que pertence somente a Deus.

Quando Jesus se torna o centro da nossa vida, tudo o mais ganha um novo sentido. Os estudos deixam de ser apenas um caminho para o sucesso e tornam-se uma forma de servir. O trabalho deixa de ser apenas uma fonte de renda e passa a ser uma vocação. As amizades tornam-se espaços de crescimento. Os sonhos deixam de ser apenas projetos pessoais e tornam-se oportunidades de construir um mundo melhor.

No final do Evangelho, Jesus faz uma pergunta aos discípulos: “Compreendestes tudo isso?” A mesma pergunta chega até nós. Será que já descobrimos qual é o verdadeiro tesouro da nossa vida? Quem encontra Cristo percebe que não está perdendo nada. Está encontrando uma riqueza que o tempo não destrói, que nenhuma crise pode tirar e que permanece para sempre.


Frei Augusto Luiz Gabriel

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