“Tu és uma fonte de jardim, um poço de água corrente que desce do Líbano” (Ct 4,15)

Neste dia 16 de julho comemoramos mais um aniversário da aparição da Virgem Maria a São Simão Stock em seu quarto (cela) em Cambridge, na Inglaterra, ocorrida no ano de 1251. Muito se fala de Nossa Senhora do Carmo… mas é bem fácil de nos perguntarmos: “não era a aparição no Monte Carmelo? Qual o motivo de se chamar Nossa Senhora do Carmo?”


Vamos por partes, então. A palavra “Carmelo” vem da palavra em hebraico “Karmel”, que significa jardim, campo, vinha (karm) do Senhor (el); porém, na Língua Portuguesa, também é conhecida em sua forma contraída “Carmo”. A fim de podermos nos localizarmos geograficamente, na encosta norte do Monte Carmelo está embasada a cidade de Haifa, que ainda hoje é conhecida por ter uma população composta de judeus e árabes que convivem pacificamente – o que, sincera e particularmente, entendo como um ponto de extrema maturidade. É a terceira maior cidade de Israel, contando com mais de 260.000 habitantes.


Mencionadas a etimologia e a localização geográfica, vamos ao objetivo histórico. Conforme matéria do site Vatican News, “O Primeiro livro dos Reis narra que o profeta Elias, se reuniu, no Monte Carmelo, com alguns homens, para defender a pureza da fé e vencer um desafio contra os sacerdotes do deus Baal. Desde aquela experiência, formaram-se grupos de monges, que se inspiravam no profeta Elias, seguindo a regra de São Basílio: há indícios sobre isto, no século XI, quando os Cruzados chegaram ao local. Por volta de 1154, o nobre francês, Bertoldo, ao chegar à Palestina, com seu primo Aimério de Limoges, Patriarca de Antioquia, retirou-se para a montanha, onde decidiu reunir os eremitas para viver como cenobitas. Os religiosos construíram uma igrejinha, entre suas celas, dedicada à Virgem. Assim, foram chamados Irmãos de Santa Maria do Monte Carmelo. Desta forma, o Carmelo adquiriu seus dois elementos característicos: referência a Elias e união a Maria Santíssima. Ali, segundo a tradição, a Sagrada Família se hospedou ao voltar do Egito.”

Caso você use um escapulário – porque você acha bonito ou porque alguém lhe deu de presente – e não conhecia este relato, passou a ter mais um motivo (cristão) para usá-lo com alegria em seu pescoço: ele representa uma fonte de amor materno que só o Céu pode explicar.
Viva Nossa Senhora do Carmo!


Leila Denise

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