JULHO DAS PRETAS

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O dia 25 de Julho é a data que foi intitulado, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, para rememorar a luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas por uma sociedade mais justa. Nesta perspectiva, consideramos julho, o mês das Pretas. E porque essa data é tão significativa e simbólica para tratarmos aqui no Conexão?

Nossa maioria populacional é negra, bem como, majoritariamente de mulheres. No entanto, a Mulher Negra, principalmente Latina, tem uma sobrecarga de objetificação e desvalorização muito grande. Cerca de 2% dos parlamentares são mulheres Negras ou Pardas, o que justifica a falta de voz que a sociedade emana destas populações. 

Assim é necessário pautar um dia, um Mês, para valorização das mulheres pretas e, ainda no meio de uma pandemia na qual a maioria das mortes são dessas mulheres. São elas que lhes faltam mais acesso a saúde e educação, pois mesmo num sistema de saúde pública, o genoc continua sendo direta e indiretamente de corpos pretos.

Assim quero trazer algumas mensagens de Mulheres Pretas Franciscanas, pois acredito que toda a temática tem seu lugar de Fala.

Sejam bem vindas Gurias a Luta é de Vocês para toda uma sociedade de reconhecimento e valorização das suas lutas, empreendimentos, conquistas e sonhos.

SHAYANA BAPTISTA

“Ser mulher preta é resgatar diariamente tudo o que fomos, somos e podemos ser, é ser grata por toda ancestralidade que lutou, insistiu e não desistiu para que a nossa geração estivesse aqui e ao mesmo tempo é continuar abrindo caminhos para que as futuras gerações possam viver num mundo mais justo e igualitário.”

Créditos da imagem: Shayana Baptista

THAIS XAVIER

“Ser mulher é sinônimo de luta. Ser mulher preta é sinônimo de revolução. Fomos criadas em um país que, desde o início, teve o preconceito enraizado em sua formação, um país em que a mulher preta nunca teve o direito de fala, mas que com muita garra conseguimos conquistar tudo o que é nosso por direito.Eu, como mulher preta e vinda da baixada, tenho muito orgulho da mulher que sou hoje e de tudo o que conquistei mesmo com as dificuldades impostas pela sociedade. Peço-lhes que nunca desistam de seus sonhos e não deixem que falem que vocês não conseguem, porque nós, mulheres, somos fortes e capazes de conquistar tudo o que quisermos.”

Créditos da imagem: Thais Xavier

CLEMÊNCIA VIEIRA

“Me sinto orgulhosa em ser mulher e preta neste mundo machista e preconceituoso em que vivemos. Pq? Porque eu tenho que correr atrás 2x mais da realização dos meus sonhos. Eu sinto, as vezes, que a sociedade não é para mim, e é aqui que eu demonstro a minha força, o meu querer. É fácil ser mulher preta nesta sociedade? Não. Mas pra mim é até um incentivo a mais para vencer.”

Créditos da imagem: Clemencia Vieira

LARISSA RODRIGUES

“Me reconhecer como mulher negra me ajudou a entender a importância de ocupar espaços. Viver em ambientes privilegiados confirmam que como mulher negra, preciso enfrentrar com muito mais força o racismo e o machismo. Como diz Djamila Ribeiro: Feminismo negro não exclui, amplia. Lutemos juntas!”

Créditos da imagem: Larissa Rodrigues

ANDRESSA FONSECA

Em uma terra extremamente racista e machista, mesmo sendo gerado por um seio feminino, ser mulher e mulher preta é ter o desafio de sobreviver.

É trabalhar muito.

Suar o dobro.

Às vezes chorar o triplo.

Mas, mesmo sabendo que o cansaço faz parte do processo e eu preciso me permitir me cansar, respiro, olho o horizonte e me fortifico com a coragem que minhas ancestrais carregaram para que eu possa continuar na luta, por elas, por mim, pelas minhas! 

É entender que somos plurais e que temos nossas diferenças, mas que em algum ponto de nossa existência nossos caminhos se cruzam, e é nesse ponto em comum que o propósito se torna um só, VIVER e não sobreviver!

É dizer pra mim e para todas, todos, todos que todos os meses são também das mulheres pretas, não só o Julho.

Salve Tereza de Benguela.

Salve Dandara dos Palmares. 

Salve Mercedes Baptista. 

Salve Ruth de Souza. 

Salve Dona Ivone Lara. 

Salve Tia Ciata.

Salve Carolina Maria de Jesus.

Salve Jovelina Pérola Negra. 

Salve Laudelina Melo.

Salve Marielle Franco. 

Salve Clementina de Jesus.

Salve todas que se foram, prepararam nossos caminhos e estão eternizadas em nossa história.

Viva todas nós que permanecemos e trilhamos esses caminhos!

Créditos da imagem: Andressa Fonseca

Paz e bem a todos.

Abraço fraterno, Vitória Colussi !

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