“Em Fraternidade”: Ser mãe!

Maio é o mês de Maria! Também é o mês em que celebramos o dia das mães. Mães de ontem e de hoje formam o amanhã e preparam nossos jovens para o futuro. Com muita alegria, encerrando este mês especial, a edição do “Em Fraternidade” recebe mães de primeira viagem ou de segunda, para saber mais sobre esta celebração e sua respectiva importância em suas vidas.

Vale lembrar que o dia da mães é uma celebração que surgiu nos Estados Unidos, sendo fundada por Anna Jarvis, filha da ativista Ann Jarvis. Este dia foi criado por Anna como uma forma de homenagear sua mãe, conhecida por realizar trabalhos sociais com outras mães, falecida em 1905. No Brasil, a data começou a ser comemorada mais tarde.

Já no Conexão Fraterna, sempre é dia de comemorarmos esta data, que além de encher nossos corações com tanto amor, celebra a fé em Maria, Mãe de Jesus e exemplo de humanidade e maternidade. Por isso, vem ler os depoimentos das mamães que nós recebemos e compartilhamos com vocês!

MARIANE GENEROSO

Mariane com sua filha Clara. Foto: Acervo Pessoal

Sou Mariane Generoso Rodrigues, tenho 30 anos, sou casada e mamãe da Clara. Formada em Jornalismo há 8 anos, trabalho como jornalista em um jornal semanal. Franciscana de coração, participei de 6 edições das Missões Franciscanas da Juventude (MF), fui catequista durante 10 anos (pausa para curtir a maternidade) e também já ajudei na Pascom, liturgia e outras pastorais da minha Paróquia em Forquilhinha (SC).

O amor pelos franciscanos surgiu depois de participar da minha primeira (MFJ) em Concórdia (SC), onde pude conhecer mais sobre eles. A partir daí esse carisma tomou meu coração e tento ao máximo segui-lo com muito zelo e admiração, mesmo depois de minha Paróquia ter deixado de ser franciscana.

Uma mamãe de primeira viagem que está em constante aprendizado, que arrisca dizer que Ser Mãe é se autoconhecer, é doação, é superar desafios, dores, descobertas e obstáculos sem deixar de transbordar aquele amor incondicional para com o seu filho(a).

Esse ano o dia das mães foi ainda mais especial, pois já estava com minha filha em meus braços, e mesmo sempre dando muita atenção para minha mãe, pois pode parecer clichê, mas você só dá o devido valor realmente depois que se torna mãe. E a minha sempre foi meu exemplo, por ter criado eu e meus irmãos sozinha, ela é meu espelho e minha inspiração.

Maria foi uma mãe especial, e acredito que cada mãe assim como ela, é escolhida por Deus. Minha gravidez não foi planejada, eu nem sequer pensava em ter filhos, mas a partir do momento que eu descobri, tudo mudou, e eu dei o meu SIM assim como Maria e hoje minha filha é tudo pra mim. E a exemplo de Maria quero ensinar minha filha a seguir os passos de Jesus, com muita fé e esperança.

Sempre converso com minha mãe, ela fala que ser mãe hoje em dia é muito fácil, que na época dela era tudo mais difícil. Mas acredito que hoje em dia o desafio maior é contra as coisas que o mundo oferece, os caminhos errados (injustiças, preconceitos, drogas, falta de amor ao próximo). Por isso desde cedo quero ensinar minha filha a sempre seguir o caminho do bem, mesmo que as portas sejam estreitas ele será sempre o melhor caminho.

Quanto as alegrias, minha filha de apenas 3 meses já me trouxe tantas, que eu poderia criar uma lista, imagina ao longo da vida. Acredito que o filho em si já é uma alegria imensa na vida de uma Mãe. Mas aquele sorriso sincero e espontâneo, aquele chamego gostoso com certeza já proporcionam uma alegria imensurável para uma Mãe.

Mamães vocês podem já estar cansada de ler/ouvir “Aproveite cada minuto com seu filho(a)”, mas é bem isso que eu vou deixar como mensagem para vocês. Agora não falando só como mãe, mas como filha. Amor de Mãe é um só, nada substitui, portanto não deixe de vivê-lo.  Todas vocês são guerreiras pois nunca desistem, estão sempre em busca do melhor para seus filhos. Hoje eu entendo ainda mais o que sente uma Mãe! Por isso mulheres não desistam! Que nossa Mãe Maria, São Francisco e Santa Clara intercedam por todas nós Mamães. Paz e Bem!

TATIANA GABRIEL DERVANOSKI

Tatiana com sua filha Angela Hellena. Foto: Acervo Pessoal.

Eu sou a Tatiana Gabriel Dervanoski, tenho 32 anos, sou casada, resido em Xaxim (SC), sou professora de matemática na rede pública e privada. Amo ensinar e aprender diariamente, posso dizer que sou muito feliz na minha profissão. Amo estar reunida com a família e amigos, gosto de comemorar e celebrar a vida, principalmente datas de aniversário. A motivação de minha vida é ter a melhor família do mundo, ter um trabalho digno, ter uma casa e amigos para partilhar os momentos bons e desafiadores.

Ser mãe é a melhor coisa do mundo, não tem uma definição concreta para isso. É saber o verdadeiro significo do amor, é perceber que um ser tão pequeno de tamanho, traz enormes alegrias e transforma a nossa vida. Faz vermos o mundo com outros olhos, nos transforma e nos mostra que somos muito mais fortes e corajosas do que imaginamos.

No sábado de dia das mães fomos na missa e recebemos uma bênção especial pelo dia das mães. No domingo comemoramos e celebramos em família, com meus pais, meu marido e minha filha e com os freis da Paróquia.

Maria, uma mulher forte e guerreira, ensina que apesar das dificuldade da vida, as mães são muito fortes, persistentes, lutadoras e dão tudo de si para um filho. Me inspira a ser uma mãe melhor todo dia, e me mostra que a oração faz a diferença na vida da família.

Os desafios de ser mãe na atualidade pra mim, é que precisamos trabalhar muito, dar conta do trabalho, da casa, dos filhos e por vezes deixamos de lado ou de dar a devida  atenção aos filhos. Nesse momento, vivemos uma pandemia que amedronta a todos, e apesar de tudo, posso dizer que nesta pandemia eu tive a oportunidade de ficar em casa com minha filha até 1 ano e 6 meses. Isso foi uma realização, pois a maioria das pessoas não tiveram essa oportunidade. E as alegrias de ser mãe são muitas e maravilhosas, vai desde um sorriso, ao abraço apertado, ao ouvir sua filha chamando mamãe, ao receber o primeiro cartão da escola de dia das mães. As realizações são diárias, pois a cada dia surgem novas descobertas. E só entende essa descrição quem é mãe, quem vive esse momento mágico na vida.

Para todas as mamães desejo muita força, coragem, discernimento, paciência para enfrentar o dia a dia. Lembrem que somos muito fortes e enfrentamos qualquer batalha por nossos filhos e que as angústias e medos passam e a cada dia nos tornamos mães melhores, pois não nascemos prontas para ser mãe. Desejo muito sucesso pra todas nós na missão de ser mãe.

FABÍOLA SOUZA

Fabíola com sua filha Mirella. Foto: Acervo Pessoal

Olá me chamo Fabíola, tenho 19 anos, sou professora, mas no momento estou focando na minha faculdade. O que é ser mãe para mim? Bom ser mãe é você saber o que é o amor verdadeiro, algo que muda completamente a vida de uma mulher, pois cuidar de um filho é também uma grande responsabilidade que exige muito amor, cuidado, carinho, coragem e principalmente dedicação, tirando os dias sem dormir, um banho de gato e entre outros. Esse ano foi o primeiro dia das mães com minha neném no colo e foi uma coisa muito nova pra mim, por que dava feliz dia das mãe pra uma pessoa e eu também recebia. No começo do dia foi difícil se adaptar mas ao decorrer do dia eu me deparei que agora também sou mãe.

Maria é um exemplo para todas as mães, ela mesmo vendo seu Filho passas por tudo o que passou foi forte e manteve sua fé. A maior alegria é ver seu bebê evoluindo e ver que você está fazendo um bom papel que Deus te proporcionou como mãe. E para você que é mamãe, não se diminua só porque seu filho ficou doente, porque precisa trabalhar e não consegue acompanhar seu crescimento, se importe no amor que você transmite a seu filho, se preocupe se seu filho te reconhece como mãe e tem você como a maior expiração de vida.

MARIANA ROGOSKI

Dia das mães na cama com os dois: Felipe e Francisco! Foto: Acervo Pessoal!

Me chamo Mariana Rogoski, tenho 33 anos, sou mãe do Felipe de 10 anos e mais recentemente do Francisco, de 1 mês. Trabalho com desenvolvimento humano, cultura organizacional, no setor de pastoral, mas já fui muita coisa na vida:  babá, secretária, estudante, atendente de loja, de telemarketing, administradora, voluntária etc., afinal, não podemos nos limitar em ser apenas uma coisa na vida, a menos que você deseje isso. Hoje me reservo o ofício exclusivo de ser mãe. De licença maternidade desde o dia 23/04, tenho aproveitado cada minuto nos cuidados com meus pequenos e tem sido compensador, incrível. Cada noite de sono perdido, cada momento de amamentação, cada sorriso que ganho (apesar de insistirem que são espasmos musculares) é um pedaço do céu em meu colo. Isso com meu pequeno Francisco, sem contar a alegria de ser mãe do Felipe, um pré-adolescente muito amoroso e cuidadoso. Sempre passa por mim e diz: “Mãe, vá descansar um pouco, deixa que eu cuido das coisas”. Como posso viver sem essas preciosidades? O Dia das Mães desse ano, nosso primeiro com dois, amanheci com um belo café da manhã, com presentes e com o cuidado de minha mãe Madalena que estava me cuidando. Ganhei um belo almoço (uma lasanha maravilhosa) feito por meu marido Maurício!

Vejo nessa rede de apoio os cuidados de nossa Boa Mãe Maria, uma mulher atenta ao outro, forte, corajosa, determinada. Ela me inspira muito no dia a dia da maternidade. Durante meu trabalho de parto, que foi normal, por várias vezes pensei: Nossa Senhora conseguiu isso, ela sabe dessa dor, ela vai me ajudar a passar por isso. E assim conseguimos. Esse foi o primeiro desafio da vida do Francisco, sair e superar um pequeno problema de saúde que teve nos primeiros dias. Serão vários no decorrer da vida, hoje o que mais nos amedronta certamente é a crise sanitária de um país que está desgovernado. Nunca desejar saúde ao outro foi tão orgânico e necessário. O mundo está terrível, mas também é lindo, precisa ser cuidado. Precisamos bem educar nossos pequenos para eles bem cuidarem do futuro, nosso e deles. Isso é possível com amor, apenas amor aos nossos.

VITÓRIA COLUSSI

Vitoria com sua filha Olga. Foto: Acervo Pessoal.

Olá, me chamo Vitória Colussi, sempre fui de sonhar muito, mas sonhar como ser transformadora de uma maneira social, queria atuar para com os necessitados e me encontrei no franciscanismo com essa missão de cuidar do outro. O que eu não esperava é que um dia eu me tornasse a pessoa mais importante e que mais cuidaria de um ser tão pequeno, tão dependente e único,  assim foi e é a maternidade pra mim, que chegou desconstruindo tudo o que eu havia planejado e começou com o planejamento de Deus na minha vida, foi necessária a maternidade pra que eu descobrisse o verdadeiro amor, a caridade perfeita.

Depois de muito entendimento me entreguei a todas essas mudanças gestacionais e conhecer a fundo o mundo materno, que só quem realmente passa, entende. Me apaixonei pela obstetrícia, lutei pelo parto humanizado e me  tornei mãe, me tornei, sim, devagarinho, pois antes da Olga, minha bebê, nunca havia trocado uma fralda, a maternidade para mim foi um processo muito intenso, puerpério muito difícil. Agora  eu sou mãe em tempo integral, minha pequena ainda com 5 meses, me faz descobrir o melhor de mim nas mais diversas situações como de exaustão, privação do sono, alteração hormonal, amamentação dolorosa, dentre outros… Mas ao mesmo tempo tão maravilhoso, amável, perfeito, que é a melhor experiência da minha vida. Que loucura, né?! Hoje trabalho com uma linha ecológica e de auxílio a maternidades para que possa facilitar pelo menos esses inícios que são sempre desafiadores.

Nisso, quero lembrar-vos de Maria, Maria peitou o SIM, sem olhar para os julgamentos da época, foi perseguida, viajou a pé durante trabalho de parto, não foi bem recebida, pariu numa manjedoura, sem estrutura, com toda uma mudança hormonal. Ali ela, José e a providência. Quanta responsabilidade, quanta força, quanta dificuldade. E foi uma excelente mãe, precisava intervir como mãe,  mas jamais deixar de incentivar Jesus, sem falar na grandiosidade do entendimento de tê-lo como Salvador, de sua dor com a crucificação, enfim Maria é tão mãe que todos somos os seus.

Quero agradecer o Conexão por abrir essa oportunidade de falar da maternidade desconstruída, de possibilitar o reencontro inclusive com a minha identidade individual para além da maternidade, isso é um dos meu maiores desafios, e assim seguimos com jornadas triplas, aprendendo cada dia mais, com o apoio de minha mãe, para da melhor forma repassar,  ensinar e educar minha menina.

Para as mães que acompanham o Conexão quero dizer que a sororidade norteia nossas redes de apoio e que possamos sempre contar umas com as outras, que não nos falte apoio e informação. Cada filho, cada gestação é única, somos ventre sagrado, somos mães sem ventre, de adoção, coração, solo, enfim, não deixem serem menos, a maternidade nos completa.

LEILA DENISE

Leila com seus filhos Joseph e Johannah. Foto: Acervo Pessoal.

Sou Leila Denise, casada com o Paulo, funcionária pública, mãe aos 34 anos do Joseph e  aos 38 da Johannah, membro da Ordem Franciscana Secular de Curitibanos (SC).

Ainda solteira, certa vez escrevi que “… as mães nem sempre são como o mundo as quer; nenhuma delas é perfeita, mas todas são únicas no seu jeito, na sua maneira de ser… Mãe é um todo de amor, cuidados e carinhos, uma face de Deus que é-nos mostrada através de mulheres…”.

Hoje tenho uma visão mais prática: mães são todas aquelas pessoas que amam, cuidam, protegem, orientam, para que o(a) filho(a), objeto dessa “maternidade” e desse amor, possa ser alguém sempre melhor. Além da minha mãe biológica, ainda muito ativa, tive muitas “mães” ao longo da minha vida; nem todas tiveram filhos biológicos – mas tenho certeza que todas elas me deram, me dedicaram e me ensinaram o que tinham de melhor.

É bom lembrar que, ainda que eu seja mãe, sempre serei “filha”; sabedora dessa dúbia realidade, é importante, como filha, seguir os ensinamentos da Mãe Maria: esses ensinamentos nos mostram sempre um caminho mais firme, correto, ainda que não seja o mais fácil, mas que, com certeza, trará os melhores frutos.

A você, mãe (e não importa de quantas viagens ou de quanta bagagem), desejo a serenidade para saber o momento de atuar na vida daquela pessoa que você ama, a intensidade do convencimento para orientar pelo melhor caminho, a alegria de viver cada minuto da sua vida em plenitude e a fé para cultivar o amor e a misericórdia para com todos(as) aqueles(as) que, por qualquer motivo, possam ter sua vida entrelaçada com a sua.

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