Festa da Penha: 450 anos de fé e esperança

A edição do “Em Fraternidade”, deste mês de abril, tem a grata satisfação de receber o jovem capixaba Luan Coradini, natural de Vitória, Espírito Santo. Ele é voluntário na Festa da Penha, uma das maiores festas marianas do Brasil, que neste ano completa 450 anos e acontece de forma virtual, devido o momento em que vivemos.

Luan acredita que a presença do jovem no desenrolar deste evento que move o estado inteiro, acontece de diversas formas. Segundo ele, o jovem ama Nossa Senhora, e certamente, tem um carinho especial pela Virgem da Penha. “Mesmo sem a presença física estamos unidos na Fé, em uma só prece, glorificando a Ressurreição do Cristo e as sete alegrias de Nossa Senhora da Penha”, revelou o jovem franciscano.

Leia o texto na íntegra:

FESTA DA PENHA E O ENVOLVIMENTO DOS JOVENS

Paz e Bem! Primeiramente, é uma alegria poder vir partilhar com vocês sobre a Festa da Penha, maior evento religioso do Espírito Santo (ES) e terceira maior festa mariana do país. Neste ano de 2020 a Festa da Penha celebra a edição de 450 anos, momento de forte devoção e gratidão pelas bênçãos que Nossa Senhora da Penha vem derramando sobre seus filhos capixabas.

A minha trajetória de Festa da Penha começou no ano de 2013, quando não só comecei participando do Oitavário, mas já servindo como voluntário. Iniciei na equipe acolhida, responsável por dar as boas-vindas aos fiéis com cantos e muito sorriso no rosto. Que equipe maravilhosa! Inteiramente a ela me dediquei até o ano de 2015, quando pela primeira vez participei da Romaria dos Homens, ajudando a equipe Corrente da Penha, os “seguranças” de Nossa Senhora, responsáveis pelos cuidados e traslados da Imagem. Neste ano fui à frente do Penha móvel, carro que leva a Imagem de Nossa Senhora e é empurrado pelos devotos. Segui firme os 14 km, com os braços doloridos, caminhando de mãos dadas por todo o trajeto, fazendo uma corrente humana para abrir passagem para o carro, de forma segura para evitar acidentes.

No ano de 2016 comecei a participar efetivamente da corrente, conciliando também com a equipe da acolhida, onde na maioria das vezes, atuava em horários diferentes. Precisei deixar a equipe acolhida no ano de 2019, devido a um projeto criado no segundo semestre de 2018. Até o presente momento faço parte da corrente da Penha e estou grato por participar desta edição histórica, mesmo que de forma virtual, devido a crítica situação em que vive o mundo. 

Na Festa da Penha de 2019 aconteceu pela primeira vez a Vigília Eucarística Jovem: momento de profunda experiência com Deus. Os diversos movimentos de juventude da arquidiocese do ES, como a Pastoral da Juventude, EJC, Renovação Carismática, entre outros, ficaram encarregados de conduzir o momento. A Pastoral da Juventude (PJ) iniciou este rico momento com a Oração do Taizé, que certamente ficou marcado na memória de todos. Em seguida os outros seguimentos deram a continuidade da adoração ao Santíssimo Sacramento, com seus respectivos jeitos e formas de manifestar sua fé. Pela manhã, no final da vigília, houve o encerramento com a oração do Laudes. Além dessa programação voltada ao público jovem, não é o único momento em que os vemos na festa, mas em todos os dias, em todos os horários. A presença jovem está em todos os lugares: voluntários diretamente e indiretamente, participantes das missas e romarias. O jovem ama Nossa Senhora, e certamente, tem um carinho especial pela Virgem da Penha.

Infelizmente, neste ano histórico, devido a pandemia do Covid-19, toda a programação precisou ser reformulada. Todas as missas, romarias e homenagens estão sendo feitas de forma virtual, por diversos meios de comunicação que se uniram para levar aos milhares de devotos às bênçãos da Mãe da Penha em suas casas. Mesmo sem a presença física estamos unidos na Fé, em uma só prece, glorificando a Ressurreição do Cristo e as sete alegrias de Nossa Senhora da Penha. Que a Virgem da Penha, mãe de todos nós, nos abençoe hoje e sempre!

Abraço fraterno,

Luan Coradini

Luan Coradini é natural de Vitória (ES) e atualmente reside em Vila Velha (ES). Nascido e criado em paróquia franciscana, atou como catequista por vários anos, iniciando como ajudante aos 12 anos, além de coordenador do grupo de base da PJ de sua comunidade, aos 16 anos.  Atualmente além de ser professor, escritor e modelo, participa da Pascom, pastoral da música, e atua como cerimoniário e faz parte da coordenação paroquial da Pastoral da Juventude, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Vila Velha. Recentemente também assumiu o compromisso de ser voluntário do projeto social Gotas de Misericórdia, espelhado no grupo de Nilópolis (RJ), que chegou à Terra Canela Verde.

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