Um balde chamado Francisco

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Nesse terceiro domingo da quaresma, somos convidados a olhar para uma cena inusitada, quando Jesus diz: “Dá-me de beber” (Jo 4,7). Por que Jesus, homem e divino, pede a uma mulher para lhe dar de beber? A mulher, toda espantada, lhe interroga: “Como é que tu, sendo um judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” (4,9). A cena não é difícil de imaginar, mas ao mesmo tempo é no mínimo interessante de se refletir. Jesus pede água, porque está com sede. Como uma pessoa que está cansada e quer água. Jesus é natural, ele não se constrange com as pessoas. Jesus não está preocupado com que as pessoas irão dizer ou pensar. Jesus quer simplesmente matar a sua sede. Jesus quer matar a sua sede. 

A mulher, toda espantada com essa cena, lhe interroga: como assim? Você, um homem, pedindo água a mim? Essa pergunta muitas vezes pode ser trazida a nós: como assim Deus, você pedindo isso pra mim? Eu não tenho forças, eu sou pecador, eu sou fraco. Ás vezes Deus dá cada missão para nós que é comum perguntarmos isso. Entretanto, Jesus continua dizendo que se ela soubesse quem estava pedindo água, ela mesma pediria água para ele, pois Jesus é uma água viva.

Irmãos, Jesus é nossa água viva, não precisamos nos desesperar, matar a sede de Cristo e matar a sede de tantos irmãos e irmãs que precisam de nossa ajuda, de nossa humanidade. Matando a sede do próximo (que é imagem e semelhança de Deus) estaremos ao mesmo tempo nos saciando da água viva (que é o próprio Deus). Já ouviram aquela famosa frase: “fui ensinar alguém e acabei aprendendo mais”? Exatamente, quanto mais matamos a sede de nossos irmãos e irmãs que necessitam, mais somos saciados pelo Deus. Quanto mais ajudamos, mas somos ajudados… quanto mais enxergamos o próximo, mais humanos nos tornamos, mais queremos dessa água. “Senhor, dá-me dessa água”, a resposta dessa mulher é a nossa, pois a água de Cristo é uma água diferente, é uma água de gratidão a Deus. Quanto mais somos humanos, mas queremos dessa água divina, pois em todos nós há uma semente divina, e essa semente só é regada por essa água viva que é o Cristo. Água humana nenhuma rega a semente divina que mora em nós. 

Francisco não somente bebeu dessa água, como se tornou um grande “balde” dessa água para todos que querem experimentar dessa fonte. A espiritualidade franciscana é um grande balde dessa água viva. Paz e Bem!

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