José, o justo

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No quarto domingo do Advento, temos o Evangelho pela qual o anjo mostra, através de sonhos, a José qual é a sua missão. De início podemos nem nos atentar a um fato que é às vezes passa desapercebido: por que José entra em cena nesse momento? 

José entra em cena porque ele é descendente de Davi. Deste modo, se cumpre a profecia de que o messias nasceria dessa descendência. Sendo assim o cumprimento dessa profecia se dá na espera da resposta de José de aceitar essa missão de tomar Maria – grávida do Espírito Santo – por esposa. E José toma essa missão de ser pai adotivo de Jesus. 

Em sonho, então, é passado para José, o justo, qual seria a sua missão, que era além de acolher Maria por esposa e ser pai adotivo de Jesus, também era mostrada a ele que esse messias se chamaria Emanuel – Deus conosco. 

Sabemos que Jesus na Bíblia não se chamou formalmente Emanuel, mas sim que Emanuel significa que Deus fez morada na humanidade e se torna um conosco a ponto de se tornar carne. Para José é mostrado que esse messias seria um como ele, desvinculando toda uma vinda messiânica triunfalista e mostrando que o messias prometido se fez um como ele, se fez Emanuel, se fez Deus conosco, um Deus feito carne. 

José ao se maravilhar com um sonho tão belo e, impactado pela missão que a ele foi confiada, aceitou ser pai. José teve medo, angustia, pavor, susto? Não nos é relatado isso no Evangelho, mas podemos a princípio pensar que sim, que houve um medo, um susto ao ver tamanha responsabilidade. Mas como era justo, não se opôs frente a essa tarefa, pois ele sabia que era obra do Criador e se for obra de Deus não há o que temer, mas sim acolher. 

Nessa imagem vejo Francisco, quando ele vê toda a sua ordem franciscana indo para um lado que ele não havia projetado. Deste modo, chega uma certa ocasião em que Francisco, com medo e angustiado, começa a questionar Deus sobre tudo o que está acontecendo. E Deus assim responde a Francisco: Francisco, a ordem que você criou é sua ou minha? José não questionou por que ele sabia que a obra era de Deus. 

Irmãos, a obra da sua vida é sua ou de Deus? 

Paz e Bem!

Fraternalmente, Frei Jhones

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