LEMBRA QUE VAI PARTIR

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“Por que onde está o vosso tesouro, aí está o vosso coração” (Lc 12, 34)

No Evangelho desse domingo, Jesus nos coloca em situação de constante vigilância. Ou seja, convida-nos a estarmos sempre preparados, pois, como Ele mesmo diz, não sabemos nem o dia e nem a hora em que acontecerão as coisas, e conta assim uma bela parábola acerca dos empregados estarem sempre prontos para quando o patrão chegar, abri-lhe as portas. Afinal, devemos estar preparados para que? Como? Qual é o significado desse estar em alerta para tudo?

A sociedade hoje nos aponta para um imediatismo, no qual tudo se apresenta de maneira frenética e, por vezes, não estamos prontos para lidar com tantas informações. E, preparar-se para tal, consiste no ato de, continuamente, cultivar-se para jamais ser pego de surpresa. Isso se faz na base da oração, da obediência a Deus, da escuta de Sua Palavra e, principalmente, na busca de não pensar de forma dualista, em que se costuma ouvir frases do tipo: “Tempo para Deus é domingo, dia de ir na missa”. Nós não podemos separar isso, porque a todo momento Deus está presente e se Ele esta presente tudo é por Ele, para Ele. Mas, Frei, Ele está em todos os momentos, até quando fiz algo de “errado”? Sim! E é no erro em que aprendemos que temos um Deus misericordioso.

Portanto, estar constantemente vigilante é perceber que Deus não nos abandona nem mesmo no erro. Irmãos, estejamos sempre atentos e não tenhamos medo de Deus, pois, como diz São Paulo: “É na minha fraqueza que ele revela a sua força”. Em todas as situações da vida podemos perceber que esse Deus se faz presente. Percebo isso na vida de São Francisco,  no como ele era maravilhado por Nosso Senhor em todo o momento e em tudo queria render graças. Francisco era um homem preparado, não temia nem a morte – ao ponto de chama-la de irmã.

E acho que um bom exercício para a vigilância é de perceber que um dia iremos partir. Não precisamos vê-la como algo negativo, mas como a passagem daqui para a eternidade, a transição da felicidade passageira para a eterna. Os meios não justificam os fins, porém, os meios são a glória do fim. Porque o meio e o fim não se separam, e sim, continuam. O nosso tesouro que é o próprio Deus. Não o encontramos no final da vida, mas vamos como um caça tesouro, procurando e como faroletes, vigilantes para achar esse grande e precioso dom em nossa vida.

Paz e Bem!

Fraternalmente, Frei Jhones

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