DIÁLOGO: É PRECISO MANTER VIVO

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Estamos no último post sobre Suicídio, na campanha do setembro amarelo aqui no blog. Tem sido um grande aprendizado pesquisar, ouvir e escrever sobre isso, tornando ainda mais interessante contribuir para a quebra deste tabu que se formou durante anos acerca de um assunto tão importante e que jamais deveria ser ignorado.

Neste texto gostaria de deixar algumas considerações sobre o que tenho visto sendo compartilhado e discutidos não apenas nas redes sociais virtuais, mas nas redes sociais da vida, onde o diálogo parece ainda mais difícil.

Durante este mês vi muitas pessoas falarem a respeito do Setembro Amarelo com uma crítica severa de que este assunto não deveria vir à tona apenas durante um mês do ano, mas que falar sobre isso deveria ser algo constante. Concordo completamente com esta afirmação, mas indago aqui se estamos fazendo este papel de manter o tema vivo para de fato vermos resultados positivos.

É importante termos pensamento crítico a respeito de tudo o que lemos, mas também é necessário entendermos que se queremos que algo mude, também precisa partir de nós. Se o Setembro Amarelo pode ser o princípio do diálogo, deixo a aqui o questionamento: Por que não?

Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a busca não apenas do apoio de amigos e familiares, mas também de tratamento profissional acessível e, neste caso, é preciso pensarmos em políticas públicas que auxiliem o tratamento de doenças que podem levar ao suicídio, como a depressão.

Aqui no Conexão Fraterna compartilhamos durante todo o mês o número do Centro de Valorização da Vida, que num momento de grande crise, é uma excelente alternativa para quem não tem acesso a tratamento adequado, uma vez que todos os voluntários do CVV são devidamente capacitados para lidar com essas situações e o atendimento é gratuito.

Falar pode ajudar pessoas a identificarem o problema, encorajá-las a procurar o auxílio de profissionais, além de alertar aos familiares sobre os sinais/sintomas e como lidar com a situação

Eny Paiva, psicóloga

De toda forma, não podemos usar a falta de sensibilidade de alguns e a infeliz falta de acesso aos profissionais da área de saúde mental para desqualificar uma campanha que tem ajudado tantas pessoas.

Percebo que o caminho tem sido trilhado a passos lentos, mas prefiro me felicitar que estamos em frente do que me entristecer com a velocidade. Como São Francisco sabiamente nos ensinou “Comecemos, porque até agora pouco ou nada fizemos”.

É provável que demore para chegarmos aonde queremos, trazendo mais esperança para as pessoas que sofrem e diminuindo efetivamente o número de suicídios, dada a quantidade de fatores que levam alguém a enxergar a morte como alternativa, mas é importante não desistirmos. O Conexão Fraterna se compromete em manter esse diálogo vivo, e você?

LIGUE 188

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