Reflexão sobre o 15º Domingo do Tempo Comum – Ano C Lc 10,25-37
Todo domingo a Palavra de Deus nos convida a dar mais um passo no caminho do amor. No Evangelho deste 15º Domingo do Tempo Comum, Jesus responde a uma pergunta que muita gente ainda faz: “O que eu preciso fazer para ter a vida eterna?” A resposta é clara: amar a Deus de todo o coração e amar o próximo como a si mesmo.
Mas… quem é o nosso próximo?
Jesus responde com uma parábola conhecida e muito desafiadora: o Bom Samaritano. Um homem é assaltado e deixado quase morto à beira da estrada. Dois religiosos – um sacerdote e um levita – passam por ele e não fazem nada. Já o samaritano, considerado um estrangeiro pelos judeus, para, cuida, carrega, gasta, e ama. Ele se envolve, ele sente compaixão.
Aqui está o segredo: não basta saber o que é certo. É preciso fazer o certo.
A primeira leitura (Dt 30) nos lembra que a Palavra de Deus está perto, ao nosso alcance, em nosso coração. E Paulo, na carta aos Colossenses, diz que tudo foi criado por meio de Jesus e para Ele. Então, se tudo gira em torno d’Ele, nossa fé precisa sair do discurso e se transformar em atitude.
Ser cristão não é só ir à missa ou saber versículos de cor. Ser cristão é parar diante da dor, é cuidar de quem está caído à margem, é colocar o amor em prática.
Então, com quem você se parece mais? Com o sacerdote que desviou o olhar? Ou com o samaritano que agiu com misericórdia?
Jesus termina dizendo: “Vai e faze a mesma coisa.”
Essa é a missão: ser próximo de quem mais precisa.
Frei Felipe Carreta