A glória de Deus

Hoje os três discípulos – Tiago, Pedro e João – puderam ver, experimentar e saborear a glória de Deus no monte onde Nosso Senhor Jesus Cristo foi transfigurado.

Neste segundo domingo da quaresma também nós somos convidados a saborear a glória de Deus, onde depois do deserto da semana passada iremos agora subir até a glória. Jesus ao mostrar, mesmo que em curta duração, a sua glória aos seus três discípulos, nos ensina que os servos fiéis são agraciados por todo o trabalho com a contemplação da glória de Deus.

Contemplar a glória de Deus não é somente uma contemplação com os olhos, mas sim um estado de graça, uma participação também na divindade. Por isso, Pedro diz: “Mestre é bom estarmos aqui”. Ao verem toda a glória de Deus sendo transfigurada, eles entraram na própria participação desta glória.

Por isso é bom estarmos aqui, pois eles fizeram a experiência máxima de ser um com Deus que é a comunhão perfeita. Por isso, a transfiguração nos anima a sofrer com paciência as tribulações de desolações da vida, pois no final de tudo teremos o paraíso como recompensa onde nós seremos um com Deus. Jesus disse que onde um ou mais estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles.

No paraíso não precisaremos estar reunidos para Jesus estar em nosso meio. No paraíso seremos um só com Ele para sempre. Esta união completa é a transfiguração final. Irá também chegar a nossa vez de dizer: “Mestre é bom estarmos aqui” quando a comunhão plena onde nós seremos um só coração e alma com Deus acontecer. Por isso meus irmãos, o Evangelho de hoje nos ensina que assim como os discípulos viram a glória de Deus, assim também nós se escalarmos o monte Tabor de nossa vida iremos ver a glória de Deus para sempre na união completa com o Senhor. Paz e bem! 


Frei Jhones

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